segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasil joga fora 7% do gás natural que produz

Jogando fora

Em 2009, quando o gás natural começava a se destacar como importante insumo na matriz energética, o Brasil chegou a queimar mais de 13 milhões de metros cúbicos diários - volume suficiente para gerar cerca de 3 mil megawatts de energia térmica e abastecer uma cidade de aproximadamente 12 milhões de habitantes.

Em junho daquele ano, o país atingiria um recorde negativo: 13,3 milhões de metros cúbicos de gás natural queimados diariamente.

"Foi o pico de queima a que chegamos, com um índice de utilização de apenas 77% - ou seja, uma queima de quase 23% do gás produzido. A partir daí, concluímos que não era mais possível manter esse patamar", afirmou o superintendente adjunto de Produção da Agência Nacional de Petróleo (ANP), André Barbosa.

"Foi uma coisa gritante e que nos levou ao Programa de Redução de Queima de Gás Natural. Entendemos que os níveis da queima de gás no Brasil estavam muito elevados, em função principalmente de novas unidades de produção que entravam em operação".

Desperdício energético

A queima de gás em Fevereiro atingiu 4,8 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, enquanto a produção ficou em torno de 62 milhões de m³ diários.

O volume queimado é suficiente para gerar cerca de mil megawatts (MW) de energia termelétrica e propiciar o abastecimento diário de uma cidade com 4 milhões de habitantes.

O volume queimado equivale ainda a mais de 10% do consumo médio do mercado verificado nos três primeiros meses do ano que, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), foi de 44,8 milhões de m³ por dia.

Equivale também a aproximadamente 15% do volume que o país importa diariamente da Bolívia e que varia entre 24 milhões e 31 milhões de m³ diários.

"Desperdício razoável"

Para a ANP, o ideal é que a queima de gás fique em apenas 3% do total produzido.

Segundo Barbosa, chegar a 3% de queima é um percentual ainda difícil de ser alcançado.

"Esse resultado de 3% seria o ideal, só que é preciso considerar que muitas das plataformas existentes no Brasil são antigas e quando foram concebidas não previam o aproveitamento do gás, porque o petróleo na época tinha um valor comercial muito maior. Então, esse percentual de 3% ainda vai demorar um pouco mais para ser alcançado", previu.

"Nós estamos com estimativa de chegar a 5% de perda em 2012 ou 2013, o que já seria um cenário bem razoável. Se em fevereiro nós já reduzimos a queima para 4,8 milhões de metros cúbicos por dia, se chegarmos em torno de 3,5 milhões a 4 milhões de metros cúbicos diários no próximo ano já será um cenário bem razoável pela quantidade de campos existentes no país".

Para Barbosa, depois de atingir a meta de 5% é que a ANP vai avaliar se será possível "apertar mais os níveis de queima para atingir esse patamar de 3% em 2014, 2015".

Recorde negativo

Foi a partir do recorde negativo de junho de 2009 que a ANP passou a adotar a política de exigir dos concessionários que eles empreendessem os postos para que o consumo de gás se desse dentro de padrões razoáveis. De acordo com Barbosa, o termo de compromisso com a redução da queima foi firmado com as empresas devido à necessidade de ajustar os programas e adaptar as plataformas à nova realidade.

"É claro que nós sabemos que a resposta não será tão imediata quanto gostaríamos que fosse. Na verdade, o que também estamos fazendo é intensificar a fiscalização, indo ao campo para acompanhar e comprovar de perto a revisão de compressores - que também reduzem o desperdício. No caso do descumprimento dos planos estabelecidos, aplicamos sanções - uma forma de pressão para que cheguemos à meta almejada".

O superintendente lembrou que hoje grande parte do gás é utilizada na geração de energia na própria plataforma, "o que por si só já reduz a necessidade de queima. Parte do gás pode ainda ser reinjetada no próprio campo para melhorar a recuperação e a produtividade do reservatório de óleo, enquanto outra parte fica disponível para o escoamento e a comercialização da produção", explicou.


Fonte: Inovação Tecnológica

Com a  crise  energética que se aproxima ainda se vê desperdícios deste bem precioso que é o gás natural.Uns com falta e outros com excessos. Será que não aceitamos a realidade de que isto não pode continuar assim.

sábado, 30 de abril de 2011

O protão encolheu!


Cientistas portugueses na capa da Nature
Um grupo de oito investigadores portugueses foi convidado a estar entre os melhores do mundo numa experiência que visava medir com precisão o raio do protão. O resultado final foi inesperado e promete abalar algumas certezas da física nuclear: afinal, o protão é mais pequeno do que se julgava.
"Quando descobrirmos como é constituído o núcleo dos átomos, teremos encontrado o maior segredo de todos, com excepção da vida. Teremos a base de tudo, da terra que pisamos, do ar que respiramos, da luz do Sol, do nosso corpo físico, de tudo no Mundo, por mais grandioso ou pequeno que seja.” Esta profecia foi atribuída ao neo-zelandês Ernest Rutherford, o pai da física nuclear. Não deixa de ser curioso que, quase cem anos depois de ela ter sido proferida, ainda resta muito por saber sobre uma das pedras basilares de toda a matéria – o núcleo do átomo.
A prová-lo está a recente revelação de que o protão, um dos elementos constituintes do núcleo atómico, a par do neutrão, pode ser mais pequeno do que está oficializado. A notícia foi capa daNature em Julho e teve o condão de fazer os teóricos da física nuclear saltar das suas cadeiras, pois isso significa que algumas das teorias, tidas como das mais precisas que actualmente existem, podem estar incompletas ou erradas em alguns pormenores.
A conclusão é fruto de um conjunto de experiências coordenadas e realizadas no Paul Scherrer Institute (PSI), em Villigen, na Suíça, e protagonizadas por uma equipa internacional de 32 investigadores. Entre eles contam-se oito portugueses (seis da Universidade de Coimbra e dois da Universidade de Aveiro), responsáveis pelo sistema de detecção de raios X que integra o equipamento experimental.
“Foi uma grande surpresa”, confessa Joa­quim Santos, coordenador do Centro de Instrumentação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a instituição que lidera as investigações a cargo dos portugueses. “O objectivo desta experiência era apenas o de melhorar, em dez vezes mais, a precisão com que era conhecido o raio do protão.”
De facto, o valor oficial para o raio do protão cifra-se, neste momento, nos 0,8768 fentómetros, sendo que cada fentómetro equivale a uns exíguos 0,000.000.000.000.001 metros. A ambição da equipa do PSI passava por acrescentar mais uma casa decimal ao valor em fentómetros.
Mas, como por vezes acontece, as grandes descobertas surgem quando menos se espera. Foi este o caso. Além de precisarem o valor com mais uma casa decimal, os investigadores ainda deram de caras com um novo tamanho: 0,84184 fentómetros para a distância do raio. Abusando de mais um valor incrivelmente diminuto, a revelação aponta para que o protão seja 0,000.000.000.000.03 milímetros (!) mais pequeno do que se julgava. Eis como o protão foi encolhido em cerca de quatro por cento.
Antes de dissecar as possíveis consequências desta descoberta inesperada, existe uma questão que salta logo à frente. Como é possível obter números tão liliputianos e com uma precisão tão extraordinária?
O resto do artigo e mais sobre o protão no site da Super Interessante:

-Afinal, nós, os portugueses, somos realmente tão maus como nos pintam? Ou até somos inteligentes? 
-Será que um dia vamos saber tudo sobre nós, o mundo e o universo? 
-Até que ponto é que as equações que damos na escola podem daqui a uns anos serem um completo erro?

Desejo uma boa meditação, Vasco Quaresma.

domingo, 20 de março de 2011

Viking encontrou compostos orgânicos em Marte

Ontem, foi publicado aqui no OVNI Hoje a notícia de que Titã, uma lua de Saturno, pode estar “fabricando” DNA em sua atmosfera.  Agora publicamos mais uma notícia intrigante, vinda do DiscoveryNews, sobre um fato que apoia ainda mais a possibilidade de vida fora da Terra.
Há mais de 3 décadas, após os cientistas concluírem que as missões Viking da NASA para Marte não encontraram evidência conclusiva de existência de compostos orgânicos naquele planeta, um novo estudo diz que não só há compostos orgânicos lá, mas que uma sonda Viking encontrou-os no final da década de 1970, passando despercebido pelos cientistas.



O novo estudo das descobertas do programa Viking foi iniciado depois que a sonda Phoenix em agosto de 2008, detectou que havia perclorato no solo marciano.  Percloratos são sais que têm a capacidade de aumentar o oxigênio, e tendem a causar a combustão de materiais orgânicos.
Na época, a equipe do projeto Viking não tinha razão para pensar que o solo de Marte era rico em perclorato, assim o pequeno traço do químico que encontram no experimento foi ignorado como um contaminante da Terra.  O novo estudo confirma que haviam restos de compostos orgânicos, que seriam as “impressões digitais” deixadas de seu contato com os percloratos no solo.
Para recriar o experimento, os pesquisadores usaram um solo enriquecido com perclorato, proveniente do Deserto do Atacama, no Chile, uma região considerada uma das mais parecidas com o planeta Marte aqui na Terra.  Após o experimento, os mesmos traços de orgânicos ficaram no solo, idêntico ao que foi encontrado com o experimento do Viking, sugerindo que os solo marciano também contem elementos orgânicos.
Porém, os pesquisadores alertam que a existência de material orgânico não quer dizer necessariamente que haja vida em Marte.

A falha da sonda Viking em encontrar compostos orgânicos foi a razão principal do cancelamento do envio de outras missões para Marte, a fim de procurar por estes compostos. Isso causou um atraso de décadas para os pesquisadores.  Felizmente, a procura por compostos orgânicos em Marte não foi completamente abandonada. O Laboratório de Ciência de Marte será lançado em novembro deste ano e seus instrumentos irão dar continuidade ao estudo da química daquele planeta, inclusive dos compostos orgânicos.
Esta nova pesquisa foi publicada no Journal of Geophysical Research, do mês passado.

Parece que estas notícias que dão indicação da possibilidade de vida fora da Terra são cada vez mais frequentes, propositalmente ou não.  Será que aqueles que têm a informação estão “climatizando” a população para o Grande Dia?

Fica aqui a pergunta no ar...

Fonte: http://ovnihoje.com/2011/01/experimento-confirma-viking-encontrou-compostos-organicos-em-marte/
Data: Janeiro de 2011

Luís Cruz

sábado, 5 de março de 2011

Catálise enzimática produz biodiesel mais verde

(notícia brasileira)
Uma das plataformas de pesquisa previstas no PNA (Plano Nacional de Agroenergia) é a plataforma do biodiesel. Tendo em vista que cerca de 50% da matriz de combustíveis veiculares nacional é composta por diesel, o biodiesel aparece nesse cenário como um combustível promissor, já que suas propriedades físicas e químicas são similares ao diesel convencional, permitindo o seu uso em misturas com o diesel em qualquer motor a diesel sem a necessidade de modificações no sistema de ignição ou no injetor de combustível.

No Brasil já existem dezenas de indústrias desse biocombustível em operação. A produção do biodiesel é principalmente realizada a partir da reação entre um óleo vegetal e um álcool. Para tornar isto possível, um catalisador é adicionado a fim de aumentar a velocidade da reação. Nos processos industriais utiliza-se um catalisador alcalino (hidróxido de sódio ou de potássio). No processo, além do biodiesel, é também formado o co-produto glicerol, que pode ser recuperado e tem amplas aplicações nas indústrias farmacêutica, alimentícia, cosmética e de plásticos.

A produção do biodiesel por catálise alcalina, entretanto, possui diversos problemas: o consumo de energia no processo é alto, a recuperação do glicerol produzido na reação é difícil e o catalisador alcalino solúvel precisa ser removido do produto. A necessidade de tratamento do efluente alcalino gerado e o alto consumo de água durante a lavagem nas etapas de purificação do biodiesel fazem com que o processo alcalino tenha um impacto significativo no meio ambiente. Além disso, se o óleo contiver pequenas quantidades de ácidos graxos livres há a formação de sabões, o que leva a uma redução no rendimento da reação, além de dificultar o processo de purificação.

Tendo em vista esses problemas, uma alternativa que vem sendo estudada é a utilização de enzimas como catalisadores para a produção de biodiesel. Enzimas são catalisadores biológicos (biocatalisadores) que podem ser produzidos por microrganismos e são biodegradáveis. A produção de biodiesel por via enzimática tem potencial para superar os problemas da catálise alcalina. Além de as enzimas serem biodegradáveis, não há a formação de sabões no processo, o glicerol pode ser facilmente recuperado sem tratamento complexo, o consumo de energia no processo é menor (a temperatura de reação é mais baixa), há uma drástica redução na quantidade de efluentes e, além disso, as enzimas podem ser recuperadas e reutilizadas.

A produção do biodiesel em escala industrial utilizando enzimas, no entanto, não tem sido adotada principalmente devido ao alto custo dos biocatalisadores. Por este motivo, encontrar processos que reduzam o custo do processo enzimático torna-se essencial. Uma das possibilidades é a reutilização do biocatalisador, o que pode ser possível através da fixação das enzimas em suportes sólidos. Outra alternativa seria utilizar resíduos agro-industriais para o cultivo de microrganismos para a produção de lipases. A aplicação destes resíduos fornece substratos alternativos de baixo custo e é economicamente interessante para países que são grandes produtores agrícolas, como o Brasil.
Assim, os estudos que vêm sendo realizados com o intuito de viabilizar a produção do biodiesel utilizando enzimas como catalisadores são promissores e podem levar à produção de um biodiesel ainda mais "verde".


Postado por Bárbara Leal 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Catalisador para biodiesel feito de camarão

Cientistas chineses produziram um novo catalisador a partir de um composto químico extraído da carapaça de camarões que torna o processo de produção de biodiesel mais rápido, mais barato e menos danoso ao meio ambiente.

Xinsheng Zheng e os seus colegas afirmaram que as preocupações mundiais com o aquecimento global estão a levar as pessoas a colocarem as suas esperanças nos biocombustíveis. Contudo, os avanços não serão tão grandes quanto o esperado, dizem eles, se a produção dos combustíveis renováveis continuar a exigir os catalisadores hoje utilizados para transformar soja, canola e outros grãos em biodiesel.

Os catalisadores tradicionais não podem ser reutilizados e devem ser neutralizados, o que é feito com grandes quantidades de água. O resultado é o desperdício de outro recurso escasso, a água, que é devolvida poluída ao meio ambiente.

Camarão com canola

(Canola- um óleo que deve conter menos de 2% de ácido erúcico e cada grama de componente sólido da semente seco ao ar deve apresentar o máximo de 30 micromoles de glucosinolatos).
Eles acreditam ter encontrado uma solução para o problema na carapaça do camarão. Mais especificamente, na quitina, o principal componente da carapaça dos artrópodes.

Num processo de três etapas, os pesquisadores chineses descrevem como a quitina pode ser transformada em sacarídeos por meio da sua carbonização parcial e posterior ativação. Nos testes em laboratório, o novo catalisador de camarão converteu óleo de canola em biodiesel de forma mais eficiente e mais rápida do que um catalisador convencional - 89% de conversão em três horas.

O novo catalisador, do tipo heterogéneo, também pode ser reutilizado depois de separado do rejeito por filtração, minimizando os resíduos e a poluição gerada na produção do biodiesel.

Talvez no futuro as pessoas possam chegar a um posto de gasolina e pedir um biodiesel com um toque de camarão, o que acham?

Por André Bernardes

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Equilíbrio ácido-base no sangue

O grau de acidez é uma importante propriedade química do sangue e de outros líquidos corporais. Normalmente, o sangue é discretamente alcalino, com um pH situado na faixa de 7,35 a 7,45. O equilíbrio ácido-base é controlado com precisão pois, mesmo um pequeno desvio da faixa normal, pode afectar gravemente muitos órgãos.
O organismo utiliza três mecanismos para controlar o equilíbrio ácido-base do sangue. Em primeiro lugar, o excesso de ácido é excretado pelos rins, principalmente sob a forma de amónia. Os rins possuem uma certa capacidade de alterar a quantidade de ácido ou de base que é excretada, mas, geralmente, esse processo demora vários dias. Em segundo lugar, o corpo utiliza soluções tampão1 do sangue para se defender contra alterações súbitas da acidez. O tampão mais importante do sangue utiliza o bicarbonato (um composto básico) que se encontra em equilíbrio com o dióxido de carbono (um composto ácido). À medida que mais ácido ingressa na corrente sanguínea, mais bicarbonato e menos dióxido de carbono são produzidos.
À medida que mais base entra na corrente sanguínea, mais dióxido de carbono e menos bicarbonato são produzidos. Em ambos os casos, o efeito sobre o pH é minimizado. O terceiro mecanismo de controlo do pH do sangue envolve a excreção do dióxido de carbono. O dióxido de carbono é um subproduto importante do metabolismo do oxigénio e, consequentemente, é produzido constantemente pelas células. O sangue transporta o dióxido de carbono até os pulmões, onde é expirado. Os centros de controlo respiratório localizados no cérebro regulam a quantidade de dióxido de carbono que é expirado através do controlo da velocidade e profundidade da respiração.
Quando a respiração aumenta, a concentração de dióxido de carbono diminui e o sangue torna-se mais básico. Quando a respiração diminui, a concentração de dióxido de carbono aumenta e o sangue torna-se mais ácido. Através do ajuste da velocidade e da profundidade da respiração, os centros de controlo respiratório e os pulmões são capazes de regular o pH sanguíneo minuto a minuto. Uma alteração em um ou mais desses mecanismos de controlo do pH pode produzir uma das principais alterações do equilíbrio ácido-base: a acidose ou a alcalose. A acidose é uma condição na qual o sangue apresenta um excesso de ácido (ou uma falta de base), acarretando frequentemente uma redução do pH sanguíneo.
A alcalose é uma condição na qual o sangue apresenta um excesso de base (ou uma falta de ácido), acarretando ocasionalmente um aumento do pH sanguíneo. A acidose e a alcalose não são doenças, mas sim consequências de vários distúrbios. A presença de uma acidose ou uma alcalose provê um indício importante ao médico de que existe um problema metabólico grave. A acidose e a alcalose podem ser classificadas como metabólicas ou respiratórias, de acordo com a sua causa primária. A acidose metabólica e a alcalose metabólica são causadas por um desequilíbrio na produção e na excreção de ácidos ou bases pelos rins. A acidose respiratória e a alcalose respiratória são causadas principalmente por distúrbios pulmonares ou respiratórios.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Nasa testa espectrómetro que estudará a formação de galáxias

A agência espacial americana (Nasa) aguarda a entrega de um instrumento importante construído pela Agência Espacial Europeia (ESA) capaz de observar o nascimento das estrelas e remontar à formação das primeiras galáxias. O aparelho vai equipar o telescópio espacial James Webb (JWST), com lançamento previsto para 2014.


Uma cópia do espectrómetro NIRSpec, idêntico ao que será mandado para o espaço, foi recebido pela Nasa, na semana passada, para testes. O seu desenvolvimento durou cinco anos num trabalho de alta precisão, que envolveu 25 empresas.



A expectativa dos cientistas é que o espectrómetro, que será colocado em órbita a 1 milhão e meio de quilómetros da Terra, consiga estudar até 100 galáxias simultaneamente. O NIRSpec vai trabalhar no comprimento de onda do infravermelho, entre 0.6 e 5 microns ou milésimos de milímetros. O objectivo é captar a luz das galáxias, emitida há mais de 13 bilhões de anos.
Os especialistas explicam que para conseguir detectar as pequenas variações de temperatura o instrumento precisa ser resfriado a -238° centígrados. Para tal, sua armação foi construída com cerâmicas especiais.


O futuro telescópio JWST será, também, composto por escudo solar gigante; uma câmara infravermelha, fabricada na America; e um sensor canadense que permitirá ao telescópio orientar-se com grande precisão. O espelho primário medirá 6.5 metros de diâmetro. Para se ter uma ideia, no telescópio espacial Hubble o espelho primário mede apenas 2.4 metros.


“É um verdadeiro desafio. Nós montamos o telescópio na temperatura ambiente. Depois temos que resfriar 4 mil quilos a -238°C, o que levará aproximadamente um mês”, explicou Phil Sabelhaus, coordenador do projeto para a Nasa.


Sabelhaus ressalta a grande dificuldade de testar um instrumento assim, na Terra. Como os seus instrumentos ópticos são ultra-precisos, qualquer vibração, por mínima que seja, pode interferir nos sinais captados e nos resultados dos testes.


A minha pergunta é: Como é que algo, tão pouco conhecido e não relevante no nosso dia-a-dia, nos pode vir a dar informações tão importantes sobre o passado do universo?


Notícia postada por Carolina.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A importância dos complexos

O campo de aplicações dos complexos é muito vasto. Por exemplo, na área da medicina, utilizam-se complexos de európio luminescentes para a deteção de células malignas.
Vejam o seguinte artigo:

Estudos Espectroscópicos de Complexos de Európio Luminescentes:
estrutura conformacional, interacções não-covalentes,
efeito de antena e colheita de luz.

Paulo J. A. Ribeiro-Claro
Departamento de Química – CICECO, Universidade de Aveiro, P-3810-193 AVEIRO; pclaro@dq.ua.pt

Os catiões trivalentes de lantanídeos, em particular, európio (III) e térbio (III),
apresentam propriedades fotoluminescentes favoráveis a uma grande variedade de aplicações ópticas, desde fibras amplificadoras a lasers de estado sólido. Contudo, as bandas de absorção características destes catiões – estreitas e de fraca intensidade – tornam difícil a obtenção de luminescência por excitação directa. O problema pode ser ultrapassado por complexação do catião com ligandos orgânicos com bandas de absorção largas e intensas. A luminescência do catião é amplificada por transferência de energia intramolecular a partir do estado excitado do ligando – “efeito de antena”.
Nos últimos anos, um conjunto de novos materiais luminescentes baseados em complexos de Eu(III) tem sido desenvolvido no âmbito do Laboratório Associado CICECO – Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos – por uma equipa multidisciplinar que integra as componentes de síntese orgânica e inorgânica, caracterização estrutural, simulação computacional e caracterização de fotoluminescência. Esta comunicação visa apresentar alguns dos resultados mais significativos já obtidos, com ênfase nos estudos espectroscópicos e na descoberta do efeito designado por “colheita de luz”.

Afinal, a Química é uma ciência que existe para apoiar outras áreas necessárias para o desenvolvimento e bem-estar da vida humana.

A minha questão é a seguinte: com base no tema cultural deste ano, dá cor à vida, será que podemos dizer que estes novos complexos podem dar cor à vida humana?

domingo, 28 de novembro de 2010

Dinâmica de vitória

Vou fugir um bocadinho aos temas anteriores, mas penso que para além de alunos e químicos também somos pessoas. Acho que o nosso blog também nos pode fazer conhecer um pouco mais de nos próprios, a partir da partilha de ideias e ideais. Para assim sermos  Homens e Mulheres mais íntegros, com H grande. 

Pois na nossa vida, quer enquanto alunos, químicos, médicos ou outra coisa qualquer temos lugar a triunfar e por outras vezes a sermos derrotados.  


Os segredos para triunfar
Os últimos estudos sobre a fórmula do êxito revelam que existe, para além do talento pessoal, da perseverança, do optimismo ou mesmo
dos genes herdados, um elemento que age na sombra e que se revela determinante: a sorte. Descubra a receita básica para ser um vencedor.
Durante o mês de Julho, o desporto espanhol açambarcava os títulos da imprensa internacional. Todos os comentadores analisavam, com admiração, os factores que tinham contribuí do para fazer a selecção de Espanha vencer o Mundial de Futebol; Rafael Nadal, o Torneio de Wimbledon; Alberto Contador, a Volta a França. Enquanto tudo parecia ser vitórias e sorrisos para Espanha, a selecção portuguesa regressava, tristonha, da África do Sul, Maradona chorava a derrota como seleccionador da Argentina e a França inteira recriminava o papel ridículo que os seus jogadores tinham feito no Mundial, com os bleus a faltar aos treinos e a insultar o treinador.
Quando nos interrogamos sobre os motivos do êxito ou do fracasso, há quem coloque a ênfase na sorte ou no azar, enquanto outros evocam o talento ou a sua ausência, o esforço ou a abulia, a inteligência, as aptidões sociais, o dom da oportunidade, o faro para os negócios... A verdade é que costumamos atribuir os nossos êxitos ao mérito pessoal, e os dos outros às circunstâncias (sorte, cunhas...). Os nossos fracassos, pelo contrário, devem-se ao azar ou à injustiça; os dos restantes, ao comportamento das pessoas em causa.
Em psicologia, esta forma de ver as coisas é designada por “erro fundamental de atribuição”. Consiste em colocar a ênfase ou sobrevalorizar as características da personalidade e as motivações psicológicas, e em menosprezar ou ignorar os factores exteriores quando se pretende explicar o comportamento de alguém numa situação. Esse desvio está também relacionado com aquilo que Julian Rotter, psicólogo da Universidade do Connecticut, denomina “locus de controlo”, pelo local onde situamos as causas do que nos acontece.


O que sugiro é debatermos e partilhar-mos um pouco das nossas experiências e claro procurarmos explicar, com ciência;  o "como" encaramos estas situações.


Aqui têm ainda mais informação: 
(continuação da notícia)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Google investe em sistema de energia eólica longe da costa dos EUA

Por Catarina Coimbra
 
Google investe em sistema de energia eólica longe da costa dos EUA

Google investe em sistema de energia eólica longe da costa dos EUA

Projeto chamado de Atlantic Wind Connection pretende criar sistema de transmissão de energia eólica suficiente para abastecer 1.900 famílias
Terça-feira, 12 de outubro de 2010 às 13h20




O Google anunciou que está investindo em um projeto chamado de Atlantic Wind Connection, ou Conexão Atlântica de Vento, em tradução livre. O investimento é uma tentativa de criar um sistema de transmissão de energia eólica longe da costa que liga as turbinas através de vários quilômetros.

Será utilizado um cabo submarino projetado para transportar a energia ligando diversos parques eólicos longe da costa à rede elétrica norte-americana. Os custos para a construção do projeto estão estimados em US$5 bilhões, de acordo com o The New York Times.

O sistema seria capaz de gerar 6 mil megawatts, potência suficiente para abastecer 1.900 famílias. De acordo com o Google, o projeto facilita a ampliação da energia eólica longe da costa.

O projeto é de responsabilidade da companhia independente de transmissão Trans-Elect e os fundos vêm do Google, do investidor em energia renovável Good Energies e da empresa Marubeni, uma investidora japonesa.

Segundo a Trans-Elect, a previsão é que a construção comece em 2013 e com finalização em 2021.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mini Big Bang criado no CERN

Por Tiago Gomes:

THE ATOM smasher at Cern has achieved yet another milestone, in the process simulating conditions last seen after the Big Bang that formed the universe.
The 27km accelerator has now begun smashing together lead particles, each collision delivering a kind of miniature Big Bang.
And while these collisions generate temperatures 100,000 times hotter than the temperature at the centre of the sun they occur in a tiny space and last less than a millionth of a second.

No passado dia 10, os físicos do CERN (Suiça) efectuaram um marco histórico. Ao fazer colidir átomos de chumbo a velocidades elevadas, atingiram-se temperaturas 100 000 vezes mais quentes que a temperatura do centro do Sol (cerca de 1.57×107 K ), criando condições que não haviam sido vistas desde o Big Bang. Estas temperaturas foram registadas em menos de um milionésimo de segundo.
Com esta descoberta, os cientistas estão cada vez mais perto de encontrar a  partícula teórica que transforma energia em matéria (Bosão de Higgs), mas que, na prática, nunca se observou e que poderá explicar a origem das estrelas e dos planetas.






Podem pesquisar sobre:
- História e funcionamento do CERN
- Bosão de Higgs
- Big Bang

http://www.sofiaecho.com/2010/11/08/990062_world-survives-large-hadron-collider-mini-big-bangs

domingo, 7 de novembro de 2010

Telepresença com holografia dinâmica

Recursos utilizados em «A Guerra das Estrelas» podem tornar-se reais

Postado por Francisca Bastos

2010-11-05


A telepresença, a capacidade de projectar uma cena ou pessoa em movimento, a três dimensões (3D), com cores e em tempo real, mas num lugar diferente, está próxima de se tornar realidade. A tecnologia dos hologramas com base numa bateria de câmaras num local, um laser e um polímero especial para armazenar e criar imagens em outro. Esta capacidade de reprodução do dispositivo é de alguns segundos, ou seja, quase em tempo real, segundo os investigadores da Universidade do Arizona. Os avanços foram publicados na «Nature» e com destaque de capa.

Já foi mostrado um protótipo com um ecrã de 25 centímetros e ainda fizeram um experiência com um de 43. A equipa de investigação, liderada por Nasser Peyghambarian, já tinha apresentado um trabalho muito semelhante na «Nature». No entanto, naquela altura apenas era monocromática e a imagem demorava quatro minutos a aparecer.

Peyghambarian explicou que a telepresença holográfica, no fundo, “significa que se podem gravar imagens a 3D em qualquer sítio e mostrá-las em tempo real em qualquer outro lugar do mundo”. Embora a resolução seja muito boa e em grande escala, ainda existem alguns obstáculos, como a falta de potência do computador e insuficiente gravação holográfica dinâmica, tal como a que víamos há uns anos em «A Guerra das Estrelas».
Holografia utilizada em «A Guerra das Estrelas»
Holografia utilizada em «A Guerra das Estrelas»
Este tipo de imagem criou grande curiosidade desde fenómenos como o filme «Avatar» ou a utilização de jornalistas holográficos em entrevistas na CNN, durante as eleições presidenciais norte-americanas, segundo explicam os cientistas no artigo. Contudo, acrescentam que a informação necessária para criar um holograma de alta qualidade é tão grande que a possibilidade de reproduzir um vídeo está limitada pelo tamanho ou resolução.

Teleparticipação
Agora, a nova tecnologia permite que a imagem ou cena gravada com uma bateria de câmaras correntes, onde cada uma capta um objecto a partir de determinada perspectiva. Quantas mais forem utilizadas, maior será a qualidade. A informação gravada é transmitida para o destino, a partir do qual é codificada em impulsos de luz laser que interferem com outro, que vem por seu lado de referência.

Cada impulso de laser regista um pixel holográfico ou versão tridimensional de um pixel individual num polímero, que vai refrescando o holograma em segundos. A imagem desvanece-se após uns minutos, dependendo das condições em que a experiência foi realizada, ou assim que se grava um novo holograma.

Esta tecnologia não é só reveladora para a indústria do entretenimento ou para o mundo da publicidade, mas também para a telemedicina – com a teleparticipação em intervenções cirúrgicas.
 

domingo, 31 de outubro de 2010

Química na Cozinha

Chemistry of Cooking

(Ivanhoe Newswire) -- You love to cook, but have you whipped up some disasters? Even the best recipes can sometimes go terribly wrong. A nationally recognized scientist and chef says knowing a little chemistry could help.



Long before she was a cook, Shirley Corriher was a biochemist. She says science is the key to understanding what goes right and wrong in the kitchen.
"Cooking is chemistry," Corriher told Ivanhoe. "It's essentially chemical reactions."
This kind of chemistry happens when you put chopped red cabbage into a hot pan. Heat breaks down the red anthocyanine pigment, changing it from an acid to alkaline and causing the color change. Add some vinegar to increase the acidity, and the cabbage is red again. Baking soda will change it back to blue.
Cooking vegetables like asparagus causes a different kind of reaction when tiny air cells on the surface hit boiling water.
"If we plunge them into boiling water, we pop these cells, and they suddenly become much brighter green," Corriher said.
Longer cooking is not so good. It causes the plant's cell walls to shrink and release acid.
"So as it starts gushing out of the cells, and with acid in the water, it turns cooked green vegetables into [a] yucky army drab," Corriher said.
And that pretty fruit bowl on your counter?
"Literally, overnight you can go from [a] nice green banana to an overripe banana," Corriher said.
The culprit here is ethylene gas. Given off by apples and even the bananas themselves, it can ruin your perfect fruit bowl -- but put an apple in a paper bag with an unripe avocado, and ethylene gas will work for you overnight.
"We use this as a quick way to ripen," Corriher said.
Corriher says understanding a little chemistry can help any cook.
"You may still mess up, but you know why," she said.
When it works, this kind of chemistry can be downright delicious.

P.S.: ripe é maduro overipe é demasiado maduro deculpem postar em inglês mas como o anterior também o era e todos percebemos espero que não se importem


Postado por Sónia

domingo, 24 de outubro de 2010

2010 - Ano Internacional da Química

UN declares 2011 as International Year of Chemistry
New York, Paris, 30 December 2008 - The 63rd General Assembly of the United
Nations has adopted a resolution proclaiming 2011 as International Year of Chemistry,
placing UNESCO and the International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC)
at the helm of the event.
Ethiopia submitted the U.N. resolution calling for the Year, which will celebrate
the achievements of chemistry and its contributions to the well-being of humanity. The
Year will also draw attention to the UN Decade of Education for Sustainable
Development 2005-2014. National and international activities carried out during 2011
will emphasize the importance of chemistry in sustaining natural resources.
Chemistry is fundamental to our understanding of the world and the cosmos.
Moreover, molecular transformations are central to the production of food, medicines,
fuel, and countless manufactured and extracted products. Through the Year, the world
will celebrate the art and science of chemistry, and its essential contributions to
knowledge, to environmental protection and to economic development.
“The International Year of Chemistry will give a global boost to chemical science
in which our life and our future are grounded. We hope to increase the public
appreciation and understanding of chemistry, increase young people’s interest in science,
and generate enthusiasm for the creative future of chemistry,” declared the President of
the International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), Professor Jung-Il Jin.
“I welcome the opportunity to celebrate chemistry, one of the fundamental
sciences,” said the Director-General of UNESCO, Koïchiro Matsuura. “Raising public
awareness about chemistry is all the more important in view of the challenges of
sustainable development. It is certain that chemistry will play a major role in developing
alternative energy sources and in feeding the world’s growing population,” he added.
The year 2011, the 100th anniversary of the award of the Nobel Prize in chemistry
to Mme Maria Sklodowska Curie, will also provide an opportunity to celebrate the
contribution of women to science. The Year also marks the 100
founding of the International Association of Chemical Societies (IACS), which was
succeeded by IUPAC a few years later. IACS and IUPAC were established to address the
needs for international scientific communication and cooperation among chemists by
standardizing nomenclature and terminology.
In 2007, the IUPAC Council unanimously endorsed the plan to obtain the
proclamation of 2011 as the International Year of Chemistry. Less than a year later,
UNESCO’s Executive Board recommended the adoption of a resolution to that effect and
agreed to support all efforts leading the UN General Assembly to declare 2011 the
International Year of Chemistry.
th anniversary of the

domingo, 17 de outubro de 2010

Galáxias absorvem gases frios para «crescer»

Pela primeira vez, foram obtidas provas directas de que as galáxias jovens podem crescer ao incorporar gases frios de hidrogénio e hélio que estão ao seu redor, utilizando-os como combustível na formação de novas estrelas.

Estas evidências foram obtidas com as novas observações do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e ajudam a explicar o motivo pelo qual, nos primeiros biliões de anos depois do Big Bang, a massa das galáxias aumentou exponencialmente.

Um dos processos conhecidos para a criação de sistemas maiores consiste na fusão que ocorre após a colisão entre galáxias. No entanto os cientistas estão agora a propor uma outra alternativa para o crescimento das galáxias.
A equipa de astrónomos europeu que utilizou o telescópio VLT para testar esta ideia inovadora constatou que as galáxias podem crescer através da incorporação da matéria primitiva, que depois dá lugar a novas estrelas.

Giovanni Cresci, líder desta equipa, destaca que “os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência directa de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a uma formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no universo jovem”.

Os investigadores começaram por seleccionar três galáxias muito distantes, na tentativa de encontrar evidências do fluxo de gás primordial provindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas, tendo o cuidado de não escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interacções com outras galáxias.

Actualmente, nas galáxias, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. No entanto, quando as três galáxias  seleccionadas foram mapeadas, os astrónomos  verificaram que existia uma zona, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas com um formação estrelar intensa. Os investigadores acreditam assim que o material que origina esta formação estelar vem do gás primordial circundante, pobre em elementos pesados.

Segundo o estudo publicado na “Nature”, esta é a maior prova, até ao momento, da existência de galáxias jovens que incorporam gás primordial e utilizam-no para formar novas gerações de estrelas.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45629&op=all

domingo, 10 de outubro de 2010

Nobel da Química atribuído a três cientistas que estudam o carbono

Postado por Francisca Bastos

Os galardoados são o norte-americano Richard Heck e japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki


O prémio Nobel da Química foi atribuído, esta quarta-feira, aos investigadores norte-americano Richard Heck e japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki, anunciou a Academia Real de Ciências sueca.
O prémio foi atribuído pelo trabalho destes investigadores sobre formas mais eficientes de ligar átomos de carbono para construir moléculas complexas que, segundo a academia sueca, permitiram desenvolver novos medicamentos e criar materiais revolucionários como o plástico.
O trabalho destes laureados é utilizado em todo o mundo «tanto para a produção comercial de medicamentos como para a indústria electrónica», referiu a academia.
O Prémio Nobel da Química, anunciado esta quarta-feira, é o terceiro da lista deste ano, tendo sido já revelados os da Medicina e da Física.
Na quinta-feira será atribuído o prémio da Literatura e na sexta-feira será anunciado o da Paz e na segunda-feira o da Economia.


Fonte: tvi24 online

domingo, 3 de outubro de 2010

Novas Ordens da Nasa deixam Lua de fora

A NASA tem novos objetivos. A prioridade é construir uma nave capaz de percorrer maiores distâncias, o transporte dos astronautas fica a cargo de empresas privadas e a base lunar é projeto fora de questão.


A agência espacial norte americana tem novos objetivos a curto prazo e vai abandonar o projeto que tinha previsto para a Lua, é o que define a proposta de lei aprovada esta semana.
A legislação, votada e aprovada pelo Congresso americano, diz que a NASA vai pedir a companhias privadas o transporte dos seus astronautas, enquanto se concentra no fabrico de um foguetão capaz de percorrer distâncias maiores que os atuais veículos. Pensa-se que os destinos apontados sejam um asteróide ou mesmo o planeta vizinho, Marte.
Esta lei "ajuda o programa espacial dos EUA a tomar um rumo mais sustentável" revelou ontem Lory B. Garver, um dos administradores da Nasa, durante uma conferência de imprensa.
A Câmara dos Representantes votou a favor da lei, com 304 votos a favor e 118 contra, que estipula novas prioridades para a NASA sob um orçamento de 58 mil milhões de dólares (cerca de 37 mil milhões de euros) para os próximos três anos. Agora só falta a assinatura do Presidente Barack Obama, o que não deverá ser difícil, já que foi este que propôs a alteração.

Constelação fora do caminho



Em fevereiro a administração Obama pediu que a "Constelação", o ambicioso programa que previa enviar vários astronautas para a Lua de forma a estabelecer uma base lunar, fosse cancelada por já não constar no orçamento. A NASA gastou mais de 10 mil milhões de dólares no programa Constelação nos últimos cinco anos, grande parte desse dinheiro destinado à nave espacial Ares I e na cápsula de tripulação Orion.
Apesar da nova lei traçar novos objetivos para a NASA, o agora antigo programa não ficou de todo posto de lado, tal como Obama tinha pensado. O desenvolvimento da cápsula Orion, capaz de ir em missões espaciais longínquas, vai continuar, e a lei, escrita pelo Comité do Senado para o Comércio, Ciência e Transportes, indica que a agência espacial irá construir um veículo espacial capaz de carregar pelo menos 70 toneladas.
A NASA diz que vai estudar todas as opções a tomar, incluindo o aperfeiçoamento das naves Delta IV e Atlas V, usadas para lançar satélites da Força Aérea, e dará uma resposta ao Congresso nos próximos 90 dias.

Críticas à proposta



Apesar de ter passado no Congresso, a proposta de lei é, no entanto, bastante criticada. Os que votaram contra acham uma má lei, e mesmo os que votaram a favor reconhecem que a lei tem falhas, mas é melhor que não ter lei. "É como Voltaire diz, é o melhor de todos os mundos possíveis" diz John Logsdon, um político perito nos assuntos espaciais. "Responde às necessidades políticas".
Assim, com esta lei, a NASA vê também os planos de mais uma missão espacial, que servirá para levar mantimentos para a Estação Espacial Internacional, na segunda metade de 2011.
Para a realização dessa missão foram cortados fundos previstos para futuras tecnologias que a NASA esperava desenvolver, como estações orbitais de combustível.



Fonte: http://aeiou.expresso.pt/novas-ordens-da-nasa-deixam-lua-de-fora=f606932

Deixo então a questão levantada: Acham bem a NASA alargar os seus horizontes na tentativa de chegar mais longe com uma tripulação. Será que daqui a uns tempos estaremos a assistir na televisão à chegada do Homem a Marte?

Bons Comentários!

Luis Cruz

sábado, 25 de setembro de 2010

Cientistas procuram explicar fenómeno bíblico




Cientistas mostram, através de simulações computarizadas, que a divisão do Mar Vermelho por Moisés, conforme está descrita no livro do Êxodo, pode ter sido consequência de um fenómeno atmosférico.


Um estudo publicado no jornal online "PLoS ONE"  procura esclarecer, através de factos científicos, a divisão do Mar Vermelho, o feito milagroso de Moisés que permitiu aos hebreus, seguidores do profeta, fugirem do exército egípcio.
Segundo este estudo, que teve em conta a passagem do livro do Êxodo, ventos fortes e constantes oferecem uma explicação física para a divisão das águas por um período de tempo.
Carl Drews, do Departamento das Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado, é o responsável por este estudo.

Estudo teve em conta o livro do Êxodo

Na passagem bíblica pode-se ler que "Moisés estendeu a sua mão sobre as águas, e o Senhor fez com que o mar recuasse com um vento forte de oriente que soprou toda a noite, e o mar tornou-se seco, e as águas foram divididas".

As simulações da equipa de Drews mostra que um vento forte do este, a uma velocidade constante de 63 milhas por hora (cerca de 101 km/h) durante 12 horas, terá afastado as águas para um antigo rio, que se pensa fazer parte de uma lagoa ao longo do Mediterrâneo, e aberto uma passagem terrestre.
"As simulações que fizemos correspondem à descrição das passagens do Êxodo", diz Carl Drews. "A separação das águas pode ser vista através da dinâmica dos fluídos. O vento afasta a água, de uma forma que está de acordo com as leis da física, criando uma passagem segura com água dos dois lados e depois abruptamente permite que a água regresse".
Um evento destes ocorreu em 1882, quando um general do exército britânico descreveu um vento forte que afastou a água do Lago Menzaleh, do lado oeste do Canal do Suez.

Caminharam sob os fortes ventos


Com as águas afastadas, a passagem aberta, com uma extensão de três ou quatro quilómetros e outros cinco de largura, permitiria que um grupo de pessoas atravessasse através do terreno enlameado até à outra margem. Quando os ventos parassem de soprar, as águas rapidamente voltariam ao seu estado normal.
Isto implica que Moisés e o grupo de seguidores hebreus terão de ter atravessado esta passagem enquanto enfrentavam um vento que soprava a 101km/h.
As simulações realizadas são baseadas em várias zonas, com vários níveis de profundidade do rio Nilo, que sofreram alterações ao longo dos anos.

Fenómeno maior que as forças da natureza


Ken Ham é o diretor do Museu da Criação, um museu que apresenta a origem do Universo, de formas de vida e a história primária da humanidade segundo uma interpretação literal do livro do Génesis, e, de forma nada surpreendente, diz que não precisa de nenhuma explicação científica para o sucedido.
"A separação do Mar Vermelho é um milagre" explicou num email. "É um ato extraordinário de Deus. No entanto, Deus usou a força da natureza - o vento - para realizar este milagre. Mas não é preciso darem explicações naturais a fenómenos sobrenaturais".

Veja o vídeo em que os cientistas simulam o fenómeno atmosférico (carreguem no link ).
A MINHA RAZÃO PARA COLOCAR ESTA NOTÍCIA:
Química é uma ciência e como tal, está a contribuir para a descodificação dos vários mistérios da vida. Será possível que a religião consiga conviver com a ciência, tendo em conta que milagres como este começam a ser justificados por razões científicas? 
BOM TRABALHO
Pedro Marques