Por Tiago Gomes:
THE ATOM smasher at Cern has achieved yet another milestone, in the process simulating conditions last seen after the Big Bang that formed the universe.
The 27km accelerator has now begun smashing together lead particles, each collision delivering a kind of miniature Big Bang.
And while these collisions generate temperatures 100,000 times hotter than the temperature at the centre of the sun they occur in a tiny space and last less than a millionth of a second.
No passado dia 10, os físicos do CERN (Suiça) efectuaram um marco histórico. Ao fazer colidir átomos de chumbo a velocidades elevadas, atingiram-se temperaturas 100 000 vezes mais quentes que a temperatura do centro do Sol (cerca de 1.57×107 K ), criando condições que não haviam sido vistas desde o Big Bang. Estas temperaturas foram registadas em menos de um milionésimo de segundo.
Com esta descoberta, os cientistas estão cada vez mais perto de encontrar a partícula teórica que transforma energia em matéria (Bosão de Higgs), mas que, na prática, nunca se observou e que poderá explicar a origem das estrelas e dos planetas.
Podem pesquisar sobre:
- História e funcionamento do CERN
- Bosão de Higgs
- Big Bang
http://www.sofiaecho.com/2010/11/08/990062_world-survives-large-hadron-collider-mini-big-bangs
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Telepresença com holografia dinâmica
Recursos utilizados em «A Guerra das Estrelas» podem tornar-se reais
Postado por Francisca Bastos2010-11-05
A telepresença, a capacidade de projectar uma cena ou pessoa em movimento, a três dimensões (3D), com cores e em tempo real, mas num lugar diferente, está próxima de se tornar realidade. A tecnologia dos hologramas com base numa bateria de câmaras num local, um laser e um polímero especial para armazenar e criar imagens em outro. Esta capacidade de reprodução do dispositivo é de alguns segundos, ou seja, quase em tempo real, segundo os investigadores da Universidade do Arizona. Os avanços foram publicados na «Nature» e com destaque de capa.
Já foi mostrado um protótipo com um ecrã de 25 centímetros e ainda fizeram um experiência com um de 43. A equipa de investigação, liderada por Nasser Peyghambarian, já tinha apresentado um trabalho muito semelhante na «Nature». No entanto, naquela altura apenas era monocromática e a imagem demorava quatro minutos a aparecer.
Peyghambarian explicou que a telepresença holográfica, no fundo, “significa que se podem gravar imagens a 3D em qualquer sítio e mostrá-las em tempo real em qualquer outro lugar do mundo”. Embora a resolução seja muito boa e em grande escala, ainda existem alguns obstáculos, como a falta de potência do computador e insuficiente gravação holográfica dinâmica, tal como a que víamos há uns anos em «A Guerra das Estrelas».
Peyghambarian explicou que a telepresença holográfica, no fundo, “significa que se podem gravar imagens a 3D em qualquer sítio e mostrá-las em tempo real em qualquer outro lugar do mundo”. Embora a resolução seja muito boa e em grande escala, ainda existem alguns obstáculos, como a falta de potência do computador e insuficiente gravação holográfica dinâmica, tal como a que víamos há uns anos em «A Guerra das Estrelas».
Holografia utilizada em «A Guerra das Estrelas»
Este tipo de imagem criou grande curiosidade desde fenómenos como o filme «Avatar» ou a utilização de jornalistas holográficos em entrevistas na CNN, durante as eleições presidenciais norte-americanas, segundo explicam os cientistas no artigo. Contudo, acrescentam que a informação necessária para criar um holograma de alta qualidade é tão grande que a possibilidade de reproduzir um vídeo está limitada pelo tamanho ou resolução.
Teleparticipação
Agora, a nova tecnologia permite que a imagem ou cena gravada com uma bateria de câmaras correntes, onde cada uma capta um objecto a partir de determinada perspectiva. Quantas mais forem utilizadas, maior será a qualidade. A informação gravada é transmitida para o destino, a partir do qual é codificada em impulsos de luz laser que interferem com outro, que vem por seu lado de referência.
Cada impulso de laser regista um pixel holográfico ou versão tridimensional de um pixel individual num polímero, que vai refrescando o holograma em segundos. A imagem desvanece-se após uns minutos, dependendo das condições em que a experiência foi realizada, ou assim que se grava um novo holograma.
Esta tecnologia não é só reveladora para a indústria do entretenimento ou para o mundo da publicidade, mas também para a telemedicina – com a teleparticipação em intervenções cirúrgicas.
Teleparticipação
Agora, a nova tecnologia permite que a imagem ou cena gravada com uma bateria de câmaras correntes, onde cada uma capta um objecto a partir de determinada perspectiva. Quantas mais forem utilizadas, maior será a qualidade. A informação gravada é transmitida para o destino, a partir do qual é codificada em impulsos de luz laser que interferem com outro, que vem por seu lado de referência.
Cada impulso de laser regista um pixel holográfico ou versão tridimensional de um pixel individual num polímero, que vai refrescando o holograma em segundos. A imagem desvanece-se após uns minutos, dependendo das condições em que a experiência foi realizada, ou assim que se grava um novo holograma.
Esta tecnologia não é só reveladora para a indústria do entretenimento ou para o mundo da publicidade, mas também para a telemedicina – com a teleparticipação em intervenções cirúrgicas.
domingo, 31 de outubro de 2010
Química na Cozinha
Chemistry of Cooking
Reported September 2009
(Ivanhoe Newswire) -- You love to cook, but have you whipped up some disasters? Even the best recipes can sometimes go terribly wrong. A nationally recognized scientist and chef says knowing a little chemistry could help.
Long before she was a cook, Shirley Corriher was a biochemist. She says science is the key to understanding what goes right and wrong in the kitchen.
"Cooking is chemistry," Corriher told Ivanhoe. "It's essentially chemical reactions."
This kind of chemistry happens when you put chopped red cabbage into a hot pan. Heat breaks down the red anthocyanine pigment, changing it from an acid to alkaline and causing the color change. Add some vinegar to increase the acidity, and the cabbage is red again. Baking soda will change it back to blue.
Cooking vegetables like asparagus causes a different kind of reaction when tiny air cells on the surface hit boiling water.
"If we plunge them into boiling water, we pop these cells, and they suddenly become much brighter green," Corriher said.
Longer cooking is not so good. It causes the plant's cell walls to shrink and release acid.
"So as it starts gushing out of the cells, and with acid in the water, it turns cooked green vegetables into [a] yucky army drab," Corriher said.
And that pretty fruit bowl on your counter?
"Literally, overnight you can go from [a] nice green banana to an overripe banana," Corriher said.
The culprit here is ethylene gas. Given off by apples and even the bananas themselves, it can ruin your perfect fruit bowl -- but put an apple in a paper bag with an unripe avocado, and ethylene gas will work for you overnight.
"We use this as a quick way to ripen," Corriher said.
Corriher says understanding a little chemistry can help any cook.
"You may still mess up, but you know why," she said.
When it works, this kind of chemistry can be downright delicious.
P.S.: ripe é maduro overipe é demasiado maduro deculpem postar em inglês mas como o anterior também o era e todos percebemos espero que não se importem
Postado por Sónia
domingo, 24 de outubro de 2010
2010 - Ano Internacional da Química
UN declares 2011 as International Year of Chemistry
New York, Paris, 30 December 2008 - The 63rd General Assembly of the United
Nations has adopted a resolution proclaiming 2011 as International Year of Chemistry,
placing UNESCO and the International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC)
at the helm of the event.
Ethiopia submitted the U.N. resolution calling for the Year, which will celebrate
the achievements of chemistry and its contributions to the well-being of humanity. The
Year will also draw attention to the UN Decade of Education for Sustainable
Development 2005-2014. National and international activities carried out during 2011
will emphasize the importance of chemistry in sustaining natural resources.
Chemistry is fundamental to our understanding of the world and the cosmos.
Moreover, molecular transformations are central to the production of food, medicines,
fuel, and countless manufactured and extracted products. Through the Year, the world
will celebrate the art and science of chemistry, and its essential contributions to
knowledge, to environmental protection and to economic development.
“The International Year of Chemistry will give a global boost to chemical science
in which our life and our future are grounded. We hope to increase the public
appreciation and understanding of chemistry, increase young people’s interest in science,
and generate enthusiasm for the creative future of chemistry,” declared the President of
the International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), Professor Jung-Il Jin.
“I welcome the opportunity to celebrate chemistry, one of the fundamental
sciences,” said the Director-General of UNESCO, Koïchiro Matsuura. “Raising public
awareness about chemistry is all the more important in view of the challenges of
sustainable development. It is certain that chemistry will play a major role in developing
alternative energy sources and in feeding the world’s growing population,” he added.
The year 2011, the 100th anniversary of the award of the Nobel Prize in chemistry
to Mme Maria Sklodowska Curie, will also provide an opportunity to celebrate the
contribution of women to science. The Year also marks the 100
founding of the International Association of Chemical Societies (IACS), which was
succeeded by IUPAC a few years later. IACS and IUPAC were established to address the
needs for international scientific communication and cooperation among chemists by
standardizing nomenclature and terminology.
In 2007, the IUPAC Council unanimously endorsed the plan to obtain the
proclamation of 2011 as the International Year of Chemistry. Less than a year later,
UNESCO’s Executive Board recommended the adoption of a resolution to that effect and
agreed to support all efforts leading the UN General Assembly to declare 2011 the
International Year of Chemistry.
th anniversary of the
domingo, 17 de outubro de 2010
Galáxias absorvem gases frios para «crescer»
Pela primeira vez, foram obtidas provas directas de que as galáxias jovens podem crescer ao incorporar gases frios de hidrogénio e hélio que estão ao seu redor, utilizando-os como combustível na formação de novas estrelas.
Estas evidências foram obtidas com as novas observações do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e ajudam a explicar o motivo pelo qual, nos primeiros biliões de anos depois do Big Bang, a massa das galáxias aumentou exponencialmente.
Um dos processos conhecidos para a criação de sistemas maiores consiste na fusão que ocorre após a colisão entre galáxias. No entanto os cientistas estão agora a propor uma outra alternativa para o crescimento das galáxias.
Os investigadores começaram por seleccionar três galáxias muito distantes, na tentativa de encontrar evidências do fluxo de gás primordial provindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas, tendo o cuidado de não escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interacções com outras galáxias.
Actualmente, nas galáxias, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. No entanto, quando as três galáxias seleccionadas foram mapeadas, os astrónomos verificaram que existia uma zona, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas com um formação estrelar intensa. Os investigadores acreditam assim que o material que origina esta formação estelar vem do gás primordial circundante, pobre em elementos pesados.
Segundo o estudo publicado na “Nature”, esta é a maior prova, até ao momento, da existência de galáxias jovens que incorporam gás primordial e utilizam-no para formar novas gerações de estrelas.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45629&op=all
Estas evidências foram obtidas com as novas observações do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e ajudam a explicar o motivo pelo qual, nos primeiros biliões de anos depois do Big Bang, a massa das galáxias aumentou exponencialmente.
Um dos processos conhecidos para a criação de sistemas maiores consiste na fusão que ocorre após a colisão entre galáxias. No entanto os cientistas estão agora a propor uma outra alternativa para o crescimento das galáxias.
A equipa de astrónomos europeu que utilizou o telescópio VLT para testar esta ideia inovadora constatou que as galáxias podem crescer através da incorporação da matéria primitiva, que depois dá lugar a novas estrelas.
Giovanni Cresci, líder desta equipa, destaca que “os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência directa de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a uma formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no universo jovem”.
Giovanni Cresci, líder desta equipa, destaca que “os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência directa de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a uma formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no universo jovem”.
Os investigadores começaram por seleccionar três galáxias muito distantes, na tentativa de encontrar evidências do fluxo de gás primordial provindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas, tendo o cuidado de não escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interacções com outras galáxias.
Actualmente, nas galáxias, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. No entanto, quando as três galáxias seleccionadas foram mapeadas, os astrónomos verificaram que existia uma zona, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas com um formação estrelar intensa. Os investigadores acreditam assim que o material que origina esta formação estelar vem do gás primordial circundante, pobre em elementos pesados.
Segundo o estudo publicado na “Nature”, esta é a maior prova, até ao momento, da existência de galáxias jovens que incorporam gás primordial e utilizam-no para formar novas gerações de estrelas.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=45629&op=all
domingo, 10 de outubro de 2010
Nobel da Química atribuído a três cientistas que estudam o carbono
Postado por Francisca Bastos
Os galardoados são o norte-americano Richard Heck e japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki
O prémio Nobel da Química foi atribuído, esta quarta-feira, aos investigadores norte-americano Richard Heck e japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki, anunciou a Academia Real de Ciências sueca.
O prémio foi atribuído pelo trabalho destes investigadores sobre formas mais eficientes de ligar átomos de carbono para construir moléculas complexas que, segundo a academia sueca, permitiram desenvolver novos medicamentos e criar materiais revolucionários como o plástico.
O trabalho destes laureados é utilizado em todo o mundo «tanto para a produção comercial de medicamentos como para a indústria electrónica», referiu a academia.
O Prémio Nobel da Química, anunciado esta quarta-feira, é o terceiro da lista deste ano, tendo sido já revelados os da Medicina e da Física.
Na quinta-feira será atribuído o prémio da Literatura e na sexta-feira será anunciado o da Paz e na segunda-feira o da Economia.
Fonte: tvi24 online
domingo, 3 de outubro de 2010
Novas Ordens da Nasa deixam Lua de fora
A NASA tem novos objetivos. A prioridade é construir uma nave capaz de percorrer maiores distâncias, o transporte dos astronautas fica a cargo de empresas privadas e a base lunar é projeto fora de questão.
Fonte: http://aeiou.expresso.pt/novas-ordens-da-nasa-deixam-lua-de-fora=f606932
Deixo então a questão levantada: Acham bem a NASA alargar os seus horizontes na tentativa de chegar mais longe com uma tripulação. Será que daqui a uns tempos estaremos a assistir na televisão à chegada do Homem a Marte?
Bons Comentários!
Luis Cruz
A agência espacial norte americana tem novos objetivos a curto prazo e vai abandonar o projeto que tinha previsto para a Lua, é o que define a proposta de lei aprovada esta semana.
A legislação, votada e aprovada pelo Congresso americano, diz que a NASA vai pedir a companhias privadas o transporte dos seus astronautas, enquanto se concentra no fabrico de um foguetão capaz de percorrer distâncias maiores que os atuais veículos. Pensa-se que os destinos apontados sejam um asteróide ou mesmo o planeta vizinho, Marte.
Esta lei "ajuda o programa espacial dos EUA a tomar um rumo mais sustentável" revelou ontem Lory B. Garver, um dos administradores da Nasa, durante uma conferência de imprensa.
A Câmara dos Representantes votou a favor da lei, com 304 votos a favor e 118 contra, que estipula novas prioridades para a NASA sob um orçamento de 58 mil milhões de dólares (cerca de 37 mil milhões de euros) para os próximos três anos. Agora só falta a assinatura do Presidente Barack Obama, o que não deverá ser difícil, já que foi este que propôs a alteração.
Constelação fora do caminho
Em fevereiro a administração Obama pediu que a "Constelação", o ambicioso programa que previa enviar vários astronautas para a Lua de forma a estabelecer uma base lunar, fosse cancelada por já não constar no orçamento. A NASA gastou mais de 10 mil milhões de dólares no programa Constelação nos últimos cinco anos, grande parte desse dinheiro destinado à nave espacial Ares I e na cápsula de tripulação Orion.
Apesar da nova lei traçar novos objetivos para a NASA, o agora antigo programa não ficou de todo posto de lado, tal como Obama tinha pensado. O desenvolvimento da cápsula Orion, capaz de ir em missões espaciais longínquas, vai continuar, e a lei, escrita pelo Comité do Senado para o Comércio, Ciência e Transportes, indica que a agência espacial irá construir um veículo espacial capaz de carregar pelo menos 70 toneladas.
A NASA diz que vai estudar todas as opções a tomar, incluindo o aperfeiçoamento das naves Delta IV e Atlas V, usadas para lançar satélites da Força Aérea, e dará uma resposta ao Congresso nos próximos 90 dias.
Críticas à proposta
Apesar de ter passado no Congresso, a proposta de lei é, no entanto, bastante criticada. Os que votaram contra acham uma má lei, e mesmo os que votaram a favor reconhecem que a lei tem falhas, mas é melhor que não ter lei. "É como Voltaire diz, é o melhor de todos os mundos possíveis" diz John Logsdon, um político perito nos assuntos espaciais. "Responde às necessidades políticas".
Assim, com esta lei, a NASA vê também os planos de mais uma missão espacial, que servirá para levar mantimentos para a Estação Espacial Internacional, na segunda metade de 2011.
Para a realização dessa missão foram cortados fundos previstos para futuras tecnologias que a NASA esperava desenvolver, como estações orbitais de combustível.
Fonte: http://aeiou.expresso.pt/novas-ordens-da-nasa-deixam-lua-de-fora=f606932
Deixo então a questão levantada: Acham bem a NASA alargar os seus horizontes na tentativa de chegar mais longe com uma tripulação. Será que daqui a uns tempos estaremos a assistir na televisão à chegada do Homem a Marte?
Bons Comentários!
Luis Cruz
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